Nevio Sestini e Claudio Merulla, Oplium
O avanço dos ataques cibernéticos transformou a segurança digital em uma prioridade estratégica para empresas de todos os setores. Segundo a Cybersecurity Ventures, o crime cibernético gerou prejuízos globais de US$ 10,5 trilhões em 2025. Se fosse uma economia, ocuparia a terceira posição mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A projeção é que esse impacto alcance US$ 12,2 trilhões por ano até 2031.
Neste cenário, empresas especializadas em cibersegurança ganham protagonismo ao apoiar organizações na proteção de ativos digitais, continuidade dos negócios e adaptação a novas exigências regulatórias.
A Oplium é um dos exemplos desse movimento. A companhia fechou 2025 com receita superior a US$ 35 milhões e projeta ultrapassar US$ 50 milhões em 2026. Atualmente, atende mais de 250 clientes em mais de 15 países, conta com cerca de 400 profissionais e mantém operações no Brasil, Itália, Espanha, Colômbia, Chile e Singapura.
Para Claudio Merulla, CEO da Oplium Itália e COO do Oplium Group, a segurança deixou de ser apenas uma camada de proteção tecnológica para assumir um papel estratégico na competitividade das empresas. "A cibersegurança tornou-se um habilitador do negócio. Hoje, as organizações precisam antecipar riscos, fortalecer a governança e incorporar segurança em todas as etapas das operações. O desafio não é apenas responder a incidentes, mas criar ambientes digitais resilientes e preparados para acompanhar a velocidade da inovação", afirma.
A estratégia da empresa combina serviços especializados de defesa cibernética, gestão de riscos, identidade digital, segurança em nuvem, desenvolvimento seguro de aplicações e resposta a incidentes com a integração das principais tecnologias globais de proteção. Entre elas estão plataformas voltadas para segurança em ambientes de Inteligência Artificial, proteção de identidades, segurança em nuvem, detecção de vulnerabilidades e simulação de ataques.
Além da integração de soluções de mercado, a Oplium investe no desenvolvimento de tecnologias próprias por meio de seu laboratório de inovação. As iniciativas incluem plataformas para monitoramento de exposição digital, inteligência de ameaças, prevenção a fraudes, análise preditiva e automação de operações de segurança.
Segundo a empresa, a Inteligência Artificial atua como um multiplicador da capacidade dos especialistas, permitindo analisar grandes volumes de dados, reduzir falsos positivos, acelerar investigações e apoiar decisões em ambientes críticos.
"A nova geração de tecnologias exige uma nova forma de fazer segurança. A Oplium nasceu para responder a esse contexto, combinando inovação, especialização técnica e profundo entendimento das necessidades de negócio dos clientes", destaca Merulla.
Outro diferencial da companhia está na atuação internacional integrada. O conhecimento desenvolvido em diferentes mercados é compartilhado entre as operações, permitindo que soluções implementadas na América Latina sejam adaptadas para a Europa e vice versa.
Para Nevio Sestini, CEO do Oplium Group, essa troca de experiências fortalece a capacidade de inovação da empresa. "Cada mercado possui desafios específicos, mas a necessidade de proteger ativos digitais, garantir continuidade operacional e atender requisitos regulatórios tornou-se comum em todo o mundo. Nossa atuação internacional permite compartilhar conhecimento entre diferentes regiões e acelerar a evolução das soluções."
O executivo também destaca o papel estratégico do Brasil na expansão da companhia. "O futuro da cibersegurança será definido pela combinação entre talento, Inteligência Artificial e especialização. O Brasil reúne profissionais altamente qualificados e se tornou um dos principais centros de competência da Oplium."
Diferentemente de muitas empresas de tecnologia, a expansão da companhia ocorre sem aporte de fundos de investimento. O crescimento é financiado integralmente pelos recursos gerados pelas próprias operações, estratégia que, segundo a empresa, garante maior autonomia para investir em inovação, ampliar a presença internacional e manter foco no desenvolvimento de soluções de longo prazo.






