Em um mercado onde a indústria brasileira busca cada vez mais unir dados, cultura e resultado, a Redzone tem se consolidado como uma aliada estratégica de fábricas que querem transformar o chão de produção em vantagem competitiva. Essa foi a tônica de um jantar exclusivo promovido pela Vockan, distribuidora oficial da QAD no Brasil, na noite de 11 de agosto, no restaurante Pobre Juan, no Shopping Morumbi, que reuniu executivos e diretores de indústrias para debater como transformar dados em performance real no chão de fábrica.
O encontro trouxe em primeira mão os resultados do 2025 Productivity Benchmark Report, a sexta edição bienal do estudo global da Redzone e o levantamento mais abrangente já feito sobre produtividade em manufatura, com dados de 1.500 fábricas, 491 mil trabalhadores da linha de frente e mais de 50 milhões de ciclos de produção, em 25 países e 5 continentes. Em média, as fábricas que implementaram a Redzone saltaram de um OEE (Eficácia Geral do Equipamento) inicial de 47,4% para 59,9% em apenas 90 dias, um ganho de 12,5 pontos que se traduz em 26,4% de aumento de produtividade — na prática, o volume que uma fábrica produzia em 5 dias passa a ser entregue em 4, com retorno sobre o investimento em 3 a 6 meses. Os ganhos não ficam restritos ao operacional: o Engagement Benchmark 2024 da própria Redzone apontou ainda uma redução média de 35% na rotatividade de funcionários e um aumento de 81% no engajamento das equipes.
“A indústria sempre teve esse estigma de estar atrasada no chão de fábrica”, resumiu Fabrício, CEO da Vockan, ao abrir as discussões da noite. É justamente esse estigma que ferramentas como a Redzone se propõem a derrubar. Não com grandes revoluções tecnológicas, mas com simplicidade, dados no timing certo e um novo protagonismo para quem está na linha de frente da operação.
Um dos cases discutidos foi o da Bimeda, indústria farmacêutica veterinária que viveu três anos de estagnação e enfrentava dificuldade real para contratar operadores, um desafio comum a boa parte do setor industrial brasileiro. Ao buscar uma solução para otimizar a operação, a equipe da companhia elencou três diferenciais decisivos na escolha da Redzone: a simplicidade de uma ferramenta pensada para o chão de fábrica, sem a curva de aprendizado que costuma travar a adoção de novas tecnologias; o engajamento do operador sem expô-lo, criando uma competição saudável entre equipes e turnos; e a entrega da informação certa, para a pessoa certa, no momento certo, em vez de dados dispersos entre sistemas que ninguém tem tempo de consultar. Na Bimeda, a virada também teve nome e sobrenome: Daniela Queiroz, gerente de TI LATAM, se tornou a "Champion AI" do projeto, referência interna para conduzir a adoção da inteligência artificial junto às equipes de produção e manutenção, ao lado de Leticia Berton, gerente de operações da companhia.
A Linea Alimentos trouxe outro retrato do mesmo movimento. Até pouco tempo atrás, a coleta de dados na empresa era manual, o que tornava a análise mais lenta e limitava a agilidade da operação. Ao adotar a Redzone, a equipe passou a acompanhar os indicadores em tempo real e a agir antes que pequenos problemas se transformassem em grandes impactos. "Muda a indústria como um todo", resumiu Keila Bisinoto, diretora de Inovação e Indústria da Linea, ao destacar que o impacto vai das reuniões diárias e seus registros até os processos mais complexos da operação. Uma mudança que colocou a informação no centro das decisões do dia a dia da fábrica.
Outro momento marcante da noite foi a conversa conduzida por Fabrício com o piloto de Fórmula 1 Felipe Massa. Ao ser questionado sobre o que diferencia um time de alta performance, Massa foi direto: preparação, ferramentas e pessoas, nessa ordem, mas sempre juntas. Para ele, o paralelo entre pista e fábrica é quase literal: assim como em uma corrida, na indústria a informação que chega tarde custa caro. “É preciso traduzir informação em performance”, destacou, em um ambiente onde as condições mudam o tempo todo e a resposta rápida faz toda a diferença entre vencer e ficar para trás.
Entre os números da pesquisa global e os cases nacionais, o jantar da Vockan reforçou uma tese que já não é mais tendência, é realidade: a inteligência artificial e a cultura de dados não vão substituir quem está no chão de fábrica, vão dar a essas pessoas as condições para operar, decidir e performar melhor, todos os dias.
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