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Novas obrigações da reforma tributária já valem para fintechs e exigem adaptação imediata

Atualização de ERPs para IBS e CBS e preparação para a DeRE passam a ser prioridades para evitar prejuízos operacionais, perda de créditos tributários e problemas de caixa

Redação Portal ERP
07 de ago. de 2026
T|Fonte:18px
2 min de leitura
Novas obrigações da reforma tributária já valem para fintechs e exigem adaptação imediata

Roberto De Lázari, diretor da All Tax

As fintechs e instituições financeiras já precisam operar de acordo com as novas exigências da reforma tributária. Com a obrigatoriedade dos novos campos do IBS e da CBS nos documentos fiscais, especialistas alertam que a atualização dos sistemas de ERP deixou de ser uma preparação para se tornar uma necessidade operacional.

Segundo Roberto De Lázari, diretor da All Tax, empresa especializada em soluções para gestão tributária, a reforma muda a forma como as empresas operam no dia a dia e exige que tecnologia, processos internos e áreas de negócio trabalhem juntos.

Além da adaptação aos novos documentos fiscais, o setor também precisa avançar na preparação para a DeRE, obrigação prevista pela reforma tributária para empresas enquadradas em regimes específicos. "A principal dificuldade da DeRE não é preencher a declaração. O desafio é localizar, reunir e conferir informações que normalmente estão espalhadas em diversos sistemas da empresa. Isso exige mais integração tecnológica e mais organização de dados do que muitas empresas têm hoje", explica.

Na avaliação do executivo, um dos principais erros é tratar a reforma tributária como um assunto apenas do setor fiscal da empresa. O novo modelo também afeta a área de tecnologia, o financeiro, compras, vendas e o planejamento estratégico do negócio. "A reforma muda a forma como os preços são calculados, influencia decisões sobre fornecedores, altera como as empresas aproveitam créditos tributários e pode afetar diretamente o caixa das empresas. Não é uma mudança apenas na lei. É uma mudança na forma de operar."

Além das multas previstas para quem não cumprir as novas obrigações, a falta de preparação pode trazer prejuízos financeiros importantes durante o período de transição para o novo modelo.

"As empresas correm o risco de perder créditos tributários, pagar impostos a mais do que deveriam, comprometer o caixa e tomar decisões erradas sobre compra e venda por falta de informações organizadas. Esses prejuízos podem ser muito maiores do que o valor de uma eventual multa", destaca. "Quem enxergar esse momento apenas como uma obrigação legal pode perder a chance de organizar melhor a empresa e tornar a área tributária mais eficiente".

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