A inteligência artificial já dominou o RH — pelo menos nas intenções. Uma pesquisa global da Freshworks, mostra que 77% dos profissionais de recursos humanos já utilizavam IA no trabalho, atrás apenas de tecnologia da informação (89%) e marketing (86%). O problema é que boa parte dessas áreas ainda opera com dados espalhados por sistemas que não conversam entre si — o que trava justamente a promessa da IA: transformar informação em decisão.
Para integrar essas informações e ampliar o uso da inteligência artificial no RH, a Senior Sistemas desenvolveu dentro do seu ecossistema SARA (Senior Agent for Recommendation & Analysis), um conjunto de agentes integrados nativamente ao HCM (Human Capital Management, ou Gestão de Capital Humano, em português) da empresa.
A Senior já disponibilizou mais de 70 agentes de IA em suas diferentes soluções. Cerca de 40% deles estão ligados ao HCM, com foco em reduzir tarefas operacionais, ampliar a autonomia de gestores e funcionários e apoiar decisões ao longo da jornada do colaborador.
A plataforma reúne, na mesma base de dados, informações de recrutamento, admissão, folha de pagamento, jornada, remuneração, desempenho, desenvolvimento e desligamento. “O RH entendeu que não consegue fazer tudo sozinho e começa a investir mais em tecnologia e inovação para acompanhar esse movimento”, diz Jéssica Ariane, head executiva de HCM da Senior.
Com a proposta de ampliar a autonomia de gestores e colaboradores, a Senior apresentou uma nova geração de agentes de inteligência artificial voltados à gestão de pessoas. A ideia é que informações antes concentradas na área de RH possam ser acessadas diretamente pelos diferentes públicos, reduzindo a dependência de solicitações internas para consultas sobre férias, benefícios, documentos e outros processos.
Segundo a empresa, a plataforma também passa a executar atividades consideradas determinísticas, como o agendamento de férias, além de apoiar análises e recomendações baseadas nos dados disponíveis no sistema.
Os primeiros agentes anunciados estão divididos em três frentes. O agente voltado à liderança reúne informações sobre desempenho, competências e planos de desenvolvimento para apoiar decisões relacionadas a treinamentos, sucessão e mobilidade interna. Já o agente de remuneração cruza dados salariais, histórico de reajustes e indicadores de desempenho para identificar situações que podem exigir revisão, enquanto o agente de workforce consolida informações sobre férias, ausências e horas extras para apoiar o planejamento das equipes.
A Senior também informou que prepara novos agentes para recrutamento, admissão e desenvolvimento de colaboradores. Entre eles estão ferramentas para apoiar a criação de descrições de vagas, comparação de candidatos, condução do processo admissional e recomendações de capacitação personalizadas.
Outro destaque do anúncio é a possibilidade de integração, por meio do protocolo MCP (Model Context Protocol), com modelos de IA utilizados pelas empresas, como ChatGPT e Claude. A proposta é permitir consultas, análises e execução de tarefas em linguagem natural conectadas às soluções de HCM da companhia.
A empresa apresentou ainda um caso de uso da Pamplona Alimentos, cliente da Senior desde 1998. Segundo a companhia, a adoção de soluções digitais para recrutamento e admissão permitiu substituir processos baseados em documentos físicos por fluxos digitais, com apoio da inteligência artificial na descrição de vagas e análise de perfis. De acordo com os dados divulgados, o tempo médio de contratação foi reduzido em mais de 50%, além do aumento no número de candidatos cadastrados e da ampliação da participação nas pesquisas de clima organizacional.





