Andryel Montes Blanco, fundador e CEO do ChatADM
O mercado de ERP movimenta US$ 4,9 bilhões no Brasil em 2025, segundo a ABES, mas segue concentrado em soluções voltadas a empresas de maior porte, enquanto microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos prestadores de serviço representam cerca de 15 milhões de negócios no país.
Nesse contexto, a ChatADM, startup gaúcha de inteligência artificial aplicada à gestão empresarial, abriu cadastro em todo o Brasil para uma plataforma que transforma tarefas administrativas em conversas com IA. Voltada para MEIs e pequenos negócios, a solução permite realizar atividades como emissão de notas fiscais, controle financeiro e gestão de fluxo de caixa sem necessidade de treinamento, implantação complexa ou mensalidades.
A ideia da plataforma é substituir sistemas de gestão complexos por uma conversa com inteligência artificial, sem contrato, sem mensalidade e sem dias de treinamento.
O impacto operacional é um dos principais pontos destacados pela startup. Enquanto ERPs tradicionais podem exigir até cinco dias de onboarding para início de uso, a plataforma afirma permitir configuração e operação em poucos minutos. Entre as funcionalidades estão emissão de notas fiscais, controle financeiro e acompanhamento de fluxo de caixa por comandos simples.
“Os pequenos prestadores de serviço sempre ficaram à margem das ferramentas de gestão porque elas foram pensadas para empresas maiores, com estrutura e tempo para aprender sistemas complexos", afirma Andryel Montes Blanco, fundador e CEO do ChatADM.
O mercado potencial também é um dos fatores considerados pela startup. Dados do Sebrae indicam que micro, pequenas e médias empresas representam 99% dos CNPJs ativos no Brasil, enquanto o Índice de Maturidade Digital do setor permanece em 37 pontos em uma escala de 80, indicando baixa adoção de ferramentas digitais mais estruturadas entre pequenos negócios.
Fundada em Carlos Barbosa, no interior do Rio Grande do Sul, e construída com foco na realidade fiscal brasileira, a plataforma opera por meio de integrações com gateways de emissão de nota fiscal, permitindo cobertura nacional sem depender de infraestrutura prefeitura por prefeitura.
Quando chegar o momento da monetização, a empresa afirma que os preços serão cobrados em reais, evitando exposição à variação do dólar, prática comum entre fornecedores internacionais de tecnologia.
A startup afirma ainda que o mercado endereçável inclui cerca de 15 milhões de MEIs e pequenos prestadores de serviço no país.






