Portal ERP
PGM | Artigos | TOPO
VoltarCadeia de suprimentos

Dados integrados e IA são os novos desafios de supply chain, aponta estudo patrocinado pela SAP

Estudo com executivos C-level mostra que empresas reconhecem os benefícios da integração, mas ainda enfrentam obstáculos para conectar dados, processos e áreas

Redação Portal ERP
13 de ago. de 2026
T|Fonte:18px
4 min de leitura
Dados integrados e IA são os novos desafios de supply chain, aponta estudo patrocinado pela SAP

A integração entre dados, processos, pessoas e inteligência artificial está se tornando essencial para que as empresas consigam responder com mais rapidez às mudanças do mercado. Apesar disso, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para transformar estratégias de cadeia de suprimentos em uma operação verdadeiramente coordenada de ponta a ponta. A conclusão faz parte de uma pesquisa global da IDC com 300 executivos C-level, apresentada no white paper Orchestrating the End-to-End Supply Chain: Strategic Priority, Practical Reality, patrocinado pela SAP. O levantamento mostra que quase metade dos entrevistados reconhece os benefícios da orquestração, mas muitos ainda não possuem clareza sobre os passos necessários para colocá-la em prática.

A discussão sobre cadeias de suprimentos evoluiu nos últimos anos. Depois de um período marcado principalmente pela busca por resiliência diante de disrupções, as empresas passaram a priorizar a criação de modelos operacionais capazes de conectar planejamento, compras, manufatura, logística e serviços em um único sistema coordenado. Em uma cadeia de suprimentos orquestrada, as decisões deixam de ser tomadas isoladamente por cada área e passam a considerar impactos sobre toda a operação e sobre os resultados do negócio. Para isso, as organizações precisam combinar dados contextualizados, processos integrados, métricas compartilhadas e responsabilidades claramente definidas.

“A maioria das empresas já compreende aonde precisa chegar, mas ainda existe uma lacuna significativa entre a visão estratégica e a execução. A orquestração permite conectar as diferentes funções da cadeia de suprimentos para que as decisões sejam tomadas com base em uma visão completa da operação, e não apenas a partir das prioridades de uma área específica”, afirma Hagen Heubach, diretor de marketing para Supply Chain Management da SAP.

A pesquisa também mostra que as prioridades relacionadas à orquestração variam de acordo com a função de cada liderança. Enquanto diretores de operações tendem a se concentrar no desempenho geral da empresa, líderes de cadeia de suprimentos precisam equilibrar transformação e execução. Já os responsáveis por compras estão mais atentos a custos, disponibilidade de materiais e exposição a riscos. A orquestração busca conciliar essas diferentes perspectivas, evitando que os silos organizacionais conduzam a decisões desconectadas. O objetivo é otimizar o desempenho de toda a cadeia, em vez de melhorar apenas funções individuais.

Outro desafio identificado pelo estudo é a percepção de que as empresas precisam escolher entre eficiência operacional e capacidade de resposta às disrupções. Com dados integrados e uma visão compartilhada dos processos, porém, essas duas prioridades podem se reforçar mutuamente. Ao identificar riscos e restrições com antecedência, as empresas conseguem responder mais rapidamente, reduzir o tempo de recuperação e evitar medidas emergenciais mais caras. Essa capacidade também contribui para maior previsibilidade operacional e um atendimento mais confiável aos clientes.

A tecnologia desempenha um papel fundamental nesse processo, especialmente com o avanço da inteligência artificial agêntica. Mas o estudo indica que os executivos ainda preferem que a inteligência artificial atue como uma consultora, mantendo o julgamento humano, a experiência e a responsabilização no centro da tomada de decisões.  “A IA agêntica amplia a capacidade das empresas de interpretar informações e agir rapidamente diante de mudanças. O objetivo não é retirar as pessoas do processo, mas oferecer mais contexto e recomendações para que elas possam tomar decisões melhores e com maior velocidade”, acrescenta Heubach.

Apesar dos avanços tecnológicos, apenas uma minoria das organizações entrevistadas considera estar próxima de alcançar uma orquestração completa de ponta a ponta. Além da tecnologia, o progresso depende da preparação dos dados, da definição dos resultados esperados, do alinhamento entre áreas e da gestão da mudança.

As empresas mais avançadas começam com objetivos claros, investem simultaneamente em pessoas e plataformas e adotam uma jornada progressiva, priorizando iniciativas capazes de gerar valor rapidamente. “A orquestração não deve ser tratada como um projeto isolado. Trata-se de uma evolução contínua, que acompanha o amadurecimento dos processos, das pessoas e das tecnologias. Ao conectar dados, aplicações, equipes e parceiros, as organizações podem acelerar decisões, melhorar a execução e construir cadeias de suprimentos mais eficientes e preparadas para mudanças”, conclui Heubach.

Compartilhar:

Redação Portal ERP

Equipe Editorial

A equipe editorial do Portal ERP traz as principais notícias e análises sobre tecnologia e gestão empresarial.